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13/12/2019

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PT confirma Lula como candidato a presidente

 

O PT confirmou o nome de Lula como candidato a presidente pelo partido nas eleições deste ano. A candidatura foi aprovada por aclamação por volta das 13h15min deste sábado, na convenção nacional do partido, na Casa de Portugal, em São Paulo. O encontro reuniu delegados e militantes do partido, que lotaram o salão de festas, com capacidade divulgada de 1,2 mil pessoas.

 

O encontro foi liderado pela presidente do PT, a senadora Gleisi Hoffmann, e contou com a presença de lideranças petistas como a ex-presidente Dilma Rousseff, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad. Também participaram representantes do Movimento de Trabalhadores Sem Teto (MTST), grupo que apoia a candidatura a presidente de Guilherme Boulos (PSOL). Uma ausência sentida foi a do ex-governador da Bahia Jaques Wagner, que participa de uma convenção estadual na Bahia. Ele é citado como possível substituto a Lula caso o ex-presidente não consiga registrar a candidatura, mas não discursou e nem teve o nome anunciado na convenção deste sábado.

 

A movimentação em volta do local começou pouco antes das 9h, mas a convenção só começou perto do meio-dia. Durante toda a manhã, os militantes chegaram com camisetas do partido e de Lula.

Alguns ônibus trouxeram militantes de estados como Mato Grosso e Santa Catarina. Eles ocuparam o salão de festas do espaço e esperaram pelo início da convenção com batuques e gritos de provocação a Sérgio Moro, apoio a Lula e cantos como “Não tem plano B”. Não houve protesto contrário ao PT nem interdição de ruas no entorno do local da convenção, no bairro Liberdade.

 

Lideranças evitaram falar de outras alternativas que não Lula

 

Lula está preso desde 7 de abril na sede da Polícia Federal em Curitiba (PR) por condenação no processo do Triplex, que integra a Operação Lava-jato. Ainda assim, o partido acredita que irá conseguir registrar a candidatura. O pedido deve ser feito no dia 15, de forma coletiva, com uma marcha de militantes do PT em Brasília.

 

Por ter condenação em segunda instância, a Lei da Ficha Limpa prevê que Lula deva ter a candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O prazo final para o julgamento dos registros é 17 de setembro, mas o futuro presidente do TSE, Luiz Fux, já afirmou em entrevistas que

Lula não ser declarado inelegível. Mesmo com essa possibilidade, o PT refutou a ideia de “plano B” caso Lula tenha o registro de candidatura negado. A crítica a essa conjectura esteve presente não só nos gritos dos militantes, mas também nos discursos das lideranças do partido. Quem mais falou sobre o assunto foi o senador Lindbergh Farias (PT/RJ). Ele chegou a adiantar que, caso a candidatura de Lula não seja aprovada pelo TSE, o partido deveria resistir e ir para a eleição mesmo com a candidatura impedida.

 

– Eles não acreditavam que a gente chegasse aqui. Chegamos. Eles agora vão começar a dizer que

 

Lula não vai até o fim. “Lá na frente eles vão trocar”. A gente sabe que essa é uma luta, uma luta dura. Vocês podem até achar que eu estou com ilusão demais, mas acredito que a gente vai travar ima luta política até o fim. E que se eles impugnarem a candidatura do Lula, por mim, a gente vai até o fim, e leva a eleição para a situação em que eles vão ter que decidir depois, mesmo que seja sub judice. Quero ver o povo brasileiro eleger o Lula e o Poder Judiciário não dar posse ao Lula – discursou.

 

Haddad falou rapidamente aos militantes. Disse que o partido está no caminho para vencer a quinta eleição presidencial seguida e relacionou o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, a reformas e mudanças feitas pelo governo Temer. No entanto, não mencionou a possibilidade de Lula ter a candidatura impugnada, o que poderia transformá-lo em substituto na chapa presidencial.

 

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, comandou a aclamação de Lula e falou por quatro minutos. Também não mencionou possibilidades caso a candidatura de Lula seja vetada e nem falou sobre o possível vice. Ela reiterou que dia 15 o partido irá pedir o registro da candidatura e criticou setores da imprensa, do setor financeiro e do Judiciário, que segundo ela “tentaram tirar Lula da luta política”.

 

– Vamos tirar Lula da prisão, voltar a governar o país, devolver a alegria, os direitos que a maioria do povo precisa. É esse o lado da história que nós estamos – afirmou.

 

A ex-presidente Dilma, que será candidata a senadora em Minas Gerais, encerrou a convenção falando que Lula foi “encarcerado sem culpa nenhuma a não ser sua popularidade e seu reconhecimento”. Disse que Lula representa as mudanças feitas no Brasil e que o partido irá enfrentar uma luta contra uma “direita voraz”.

 

– Nós fomos responsáveis pelos primeiros passos de um mundo melhor e eles têm medo não só desses passos, do Minha Casa Minha Vida, do Bolsa Família, mas de tudo que somos capazes de fazer por esse Brasil.

 

A convenção terminou com o ator Sérgio Mamberti, que leu uma carta escrita por Lula relembrando ações feitas nos governos do PT e criticando medidas do governo Temer como privatizações.

Eleitores vestiram máscaras em defesa de Lula; vice segue indefinido

Na parte final da convenção, eleitores vestiram máscaras do Lula que foram distribuídas nas cadeiras e defenderam a candidatura do ex-presidente aos gritos de “Eu sou Lula”. A convenção teve ainda a fala de lideranças de movimentos sociais ligados ao PT, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e o Movimento Sem Terra (MST), e de figuras do PT como o deputado federal Paulo Pimenta (RS), líder da legenda na Câmara, e o senador Lindbergh Farias.

 

Representantes de Santa Catarina também participaram do encontro nacional neste sábado. Entre eles esteve o deputado federal Décio Lima, pré-candidato ao governo do Estado que deve ter a candidatura confirmada na convenção estadual do partido, neste domingo, em Blumenau. Na chegada, ele manifestou apoio à candidatura de Lula e disse acreditar que a definição do nome do vice na chapa ocorra somente até o dia 15. Até esta sexta-feira havia a expectativa de que a deputada estadual gaúcha Manuela d’Ávila (PCdoB) pudesse ser anunciada na convenção deste sábado, mas na noite de sexta o partido informou que deve levar essa decisão até o dia 14, véspera do limite final para o pedido de registro de candidaturas.

 

Como a maior parte dos militantes que aguardavam na fila da convenção, Décio acredita que a maior possibilidade é de que o nome escolhido seja o de Manuela, que ganhou força nos últimos dias.

 

– É um nome que agrada. Mulher, jovem, agrega na questão de gênero, é um bom nome – avaliou o deputado catarinense.

 

Se conseguir registrar sua candidatura no TSE, esta será a sexta vez que Lula disputaria uma eleição presidencial. Ele perdeu as disputas em 1989, 1994, 1998 e se elegeu pela primeira vez em 2002, sendo reeleito na disputa de 2006.

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